VCS VENDO E EU JOGANDO mary skelter finale
- há 22 horas
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Mary Skelter Finale: Primeiras Impressões – Será que Vale a Pena Encarar Essa Torre Sangrenta?
Se você é fã de RPG de dungeon crawler em primeira pessoa e curte uma estética dark fantasy com personagens inspiradas em contos de fadas, o nome Mary Skelter já deve ter passado pelo seu radar. Agora, chega ao ocidente Mary Skelter Finale, o aguardado encerramento da trilogia da Compile Heart.
Mas a pergunta que não quer calar: Finale é um final triunfante digno da série ou um passo em falso em um labirinto complicado demais?
Peguei o jogo para testar e estas são minhas primeiras impressões (livres de spoilers) para você decidir se sobe nessa Torre ou não.
A História: A Superfície Não é o Que Parecia
Se você jogou Mary Skelter 2, sabe que o objetivo final era escapar do subsolo (a Jail) e finalmente ver a superfície. A grande sacada de Finale é que as coisas dão terrivelmente errado logo nos primeiros minutos.
Aviso: O jogo assume que você conhece os eventos anteriores. Apesar de ter um resumo disponível no menu (contando os dois primeiros jogos inteiros em novel visual), a história começa com um pé no acelerador. A sensação é de que você foi jogado no meio de uma briga sem saber quem é quem se não tiver jogado os antecessores .
A premissa é sombria: ao invés da liberdade, o grupo encontra mais Jails, mais pesadelos e um novo grupo de vilãs extremamente poderosas chamado Massacre Pink. A aventura começa com o time separado e espalhado, e você precisa unir os grupos novamente. É uma pegada de "fim do mundo" que me lembrou visualmente Fairy Fencer F com uma boa dose de desespero.
Zapping System: Inovador ou Cansativo?
A grande novidade aqui é o Zapping System. Em vez de controlar um grupo só, você alterna entre vários times (Jack, Clara, etc.) em tempo real dentro das dungeons .
O conceito é muito legal: o time A abre uma porta que só o time B pode passar. Isso exige um planejamento tático de verdade, usando uma caixa de correio para trocar itens e chaves entre os grupos .
A primeira impressão é positiva porque quebra a monotonia de andar com os mesmos 6 personagens. No entanto, já dá para sentir o peso da moeda. Como cada time tem seu próprio nível e inventário, a sensação inicial é de que você vai ter que fazer um grind (nível de esforço repetitivo) triplicado para manter todo mundo forte. Se você é do tipo que gosta de ter todos os personagens no mesmo nível, prepare o café .
Gameplay: Sangue, Corrupção e Muita Estratégia
Fãs dos jogos antigos vão se sentir em casa. O sistema de batalha continua divertido e arriscado. O "esporro de sangue" continua sendo a mecânica central, onde você gerencia o nível de "Massacre" (poder controlado) e o perigoso "Blood Skelter" (ataque automático nos inimigos... e em você!).
A novidade mecânica que mais me chamou a atenção foi a dos Insectmares . São insetos que grudam nas suas garotas e desativam ações (como fugir ou usar itens). É um pequeno caos a mais que te obriga a tomar decisões rápidas.
Sobre o fanservice: as reviews apontam que o jogo deu uma leve censurada e reduziu as cenas mais picantes . Para o bem ou para o mal, o foco parece ter sido mais na história do que no ecchi pesado dessa vez.
Pontos de Atenção (Os Contras)
Antes de se animar, é bom estar ciente dos problemas que a comunidade está apontando:
Início Lento (e Cheio de Texto): Prepare-se para ler MUITO. O início é pesado em diálogos, levando horas até você realmente começar a explorar a primeira dungeon .
Reaproveitamento de Assets: Você vai ver muitos inimigos "reciclados" dos jogos anteriores e uma boa quantidade de recolors (repaints). Para um jogo que está sendo vendido como final, faltou um pouco de capricho nos inimigos iniciais .
A Localização (Vozes): A dublagem em inglês foi criticada. Se você é sensível a dublagens "overacting" (atuação exagerada), a recomendação unânime é trocar para o áudio original japonês nas opções assim que o jogo começar .
Veredito Inicial
Mary Skelter Finale é um prato cheio para quem já investiu dezenas de horas na franquia. Ele tenta ser grandioso, traz uma mecânica de times múltiplos que é ambiciosa e promete fechar as pontas soltas da história.
Para novatos, a barreira de entrada é real. Mesmo com os resumos, a experiência não será a mesma, e o excesso de sistemas pode assustar.
Se você curte jogos como Etrian Odyssey ou Labyrinth of Refrain e não se importa em ler muito, vale a pena dar uma chance. Só esteja preparado para enfrentar um ritmo irregular e a necessidade de farmar para três times diferentes ao mesmo tempo.
O que você achou? Já está jogando? Conta aqui nos comentários!
Por Ramon de oliveira honorio


