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VCS VENDO E EU JOGANDO Legacy of Kain: Ascendance

31 de mar.
3 min de leitura

egacy of Kain: Ascendance – Primeiras Impressões (Cópia cedida pela produtora)

Após mais de duas décadas de espera, Legacy of Kain finalmente ganha um novo capítulo. A Crystal Dynamics e a desenvolvedora Bit Bot Media trouxeram de volta o sombrio mundo de Nosgoth em Ascendance, um jogo que promete expandir o lore da série com novos personagens e reviver a atmosfera única que marcou os títulos clássicos.

Recebemos uma cópia do jogo gentilmente cedida pela produtora e, após algumas horas de gameplay, estas são as nossas primeiras impressões.

🎭 Uma História Feita para os Fãs

Se tem uma coisa que Ascendance acerta em cheio, é o tom. O diálogo permanece shakespeariano, carregado de teatralidade e aquela formalidade ameaçadora que sempre definiu a franquia . A grande novidade fica por conta de Elaleth, irmã de Raziel, que ganha destaque em uma trama de vingança que se entrelaça com os eventos conhecidos dos jogos anteriores .

No entanto, fica claro desde o início que este é um título feito para quem já conhece a jornada de Kain e Raziel. A narrativa não se preocupa em apresentar o universo para novatos, assumindo que você já está familiarizado com as complexidades do lore . Se você é fã de longa data, espere muitos momentos de fan service e explicações para lacunas da história (ainda que algumas decisões narrativas, especialmente envolvendo a nova personagem, possam dividir opiniões) .

🎮 Gameplay: Ritmo Viciante, Mas Repetitivo

O jogo se apresenta como um action-platformer 2D em pixel art, remetendo visualmente a clássicos como Castlevania . A mecânica de drenar sangue para se manter vivo, especialmente jogando com Elaleth (cuja vida drena constantemente), adiciona uma camada de urgência que te força a ser agressivo .

A princípio, o combate pode parecer simples, mas ao dominar o parry e os ataques aéreos, você entra em um "estado de flow" bastante satisfatório . Cada um dos três personagens jogáveis (Elaleth, Raziel e Kain) possui habilidades únicas, como as asas de Elaleth, as bombas de Raziel humano ou a névoa de Kain, o que ajuda a variar a experiência .

Infelizmente, a empolgação inicial dá lugar à repetição. A variedade de inimigos é baixa e os chefes são simples demais, muitas vezes se resumindo a repetir o mesmo padrão até a vitória . Além disso, o level design, embora bonito, peca por ser muito linear e pouco inspirado, com armadilhas que parecem injustas e uma dificuldade que beira o artificial em alguns momentos .

🎨 Áudio e Arte: O Coração de Nosgoth

Visualmente, o jogo é um deleite para os olhos. O pixel art "chunky" cria uma atmosfera gótica e opressiva, com cenários de fundo muito bem detalhados . A direção de arte, no entanto, sofre com inconsistências. As transições entre o pixel art, as ilustrações em estilo anime e as cutscenes em 3D low-poly (que remetem ao PS1) podem quebrar a imersão, dando a sensação de estilos conflitantes .

O ponto mais alto, sem dúvida, é o retorno do elenco de voz original. Ouvir Simon Templeman como Kain e Michael Bell como Raziel novamente é nostálgico e confere um peso dramático inegável às cenas . É verdade que a idade dos dubladores é perceptível, especialmente no caso de Michael Bell (87 anos), mas a emoção de tê-los de volta supera qualquer pequena variação vocal . A trilha sonora de Celldweller, com seu metal industrial, complementa perfeitamente a ação frenética e a estética sombria .

⚖️ Vale a Pena?

Legacy of Kain: Ascendance é uma experiência agridoce. Por um lado, é um presente para os fãs que esperavam por anos por uma continuação, trazendo de volta as vozes, o tom e a mitologia que amamos. Por outro, é um jogo que sofre com uma jogabilidade rasa, repetitiva e uma curta duração (cerca de 4 a 6 horas) que dificilmente justifica o preço cheio para quem não é fã .

Receber o jogo da produtora é uma honra, e sou grato pela oportunidade de revisitar Nosgoth. No entanto, a impressão que fica é a de um retorno necessário, mas frágil. Ascendance funciona melhor como um tributo à franquia do que como um grande revival da jogabilidade que marcou os clássicos.

Prós:

  • Elenco de voz original e narrativa com tom fiel à série.

  • Pixel art atmosférico e trilha sonora marcante.

  • Mecânica de drenagem de sangue que adiciona tensão.

Contras:

  • Jogabilidade repetitiva e com pouca evolução.

  • Level design linear e confuso, com chefes fracos.

  • Curta duração e inconsistência na direção de arte.

Uma cópia do jogo para PS5 foi fornecida pela produtora para esta cobertura.


Por : Ramon de oliveira honorio

Ramon
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