VCS VENDO E EU JOGANDO HOMURA HIME
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chave do jogo recebida de graça muito obrigado
Primeiras Impressões: Homura Hime – Uma Carta de Amor Explosiva a Nier e ao Bullet Hell
Se você acompanha o cenário de jogos independentes, é bem provável que o nome Homura Hime tenha aparecido no seu radar nos últimos anos. Anunciado lá em 2022, o título da desenvolvedora Crimson Team (ou Crimson Dusk, dependendo da fonte) passou por um longo período de silêncio, chegando a ser dado como vaporware por alguns. No entanto, o jogo ressurgiu das cinzas com tudo e, após uma demo sólida no final de 2025, finalmente chegou às lojas .
Mas, afinal, Homura Hime é mais do que uma bela inspiração no clássico Nier: Automata? Tive a oportunidade de mergulhar neste hack and slash com elementos de bullet hell e trago minhas primeiras impressões sobre essa estreia promissora.
Uma Fórmula Conhecida, Mas Bem Executada
Desde os primeiros minutos, a inspiração é clara e assumida. Assim como em Nier, aqui enfrentamos inimigos que disparam chuvas de projéteis, exigindo que o jogador desvie em meio ao caos em uma perspectiva 3D. A diferença é que, em Homura Hime, essa mecânica de bullet hell não é um segmento isolado, mas sim a espinha dorsal do combate .
A protagonista, Homura Hime, é ágil e possui um leque de combos entre ataques leves e pesados. Acompanhada por sua fiel parceira Ann, que assume a forma de um drone atirador, a princesa das chamas pode alternar entre o combate corpo a corpo e disparos à distância. O sistema de combate é surpreendentemente profundo para um jogo com essa proposta. Você encontrará:
Combate Híbrido: A necessidade de usar ataques de Ann para quebrar escudos de inimigos antes de partir para a agressão corporal adiciona uma camada tática bem-vinda .
Defesa sem Penalidade: Diferente de muitos jogos atuais que limitam esquivas com barras de estamina, Homura Hime permite que você use dash e parry à vontade. Isso é essencial para sobreviver às verdadeiras paredes de projéteis que os chefões proporcionam .
Customização: Ao derrotar inimigos poderosos, você desbloqueia novas armas e equipamentos. Há também um sistema de "Blessed Shots" (os disparos do drone) que podem ser trocados em pleno combate, permitindo diferentes estilos de jogo .
O Combate é o Point, mas a Exploração Deixa a Desejar?
Quando o assunto é briga, o jogo brilha. Os confrontos são intensos, rápidos e recompensadores, especialmente contra os chefes. Em um momento da demo, por exemplo, o jogo entra em uma espécie de suspensão de realidade onde a tela é tomada por projéteis e você precisa sobreviver enquanto tenta destruir a barreira do inimigo .
No entanto, nas seções de plataforma e exploração, o jogo perde um pouco do fôlego. A física dos pulos parece um pouco truncada e a ausência de um salto duplo (pelo menos no começo) torna algumas travessias menos precisas do que o desejado. É um contraste notável entre a fluidez do combate e a rigidez momentânea da exploração .
Nem Só de Combate Vive uma Princesa: A Narrativa
Se o gameplay te prende, é a história que te faz querer continuar. O que poderia ser apenas mais um enredo de exorcistas combatendo demônios se revela surpreendentemente profundo e, em alguns momentos, sombrio.
O mundo de Homura Hime é habitado por humanos e demônios, mas o equilíbrio é frágil. Almas tomadas por arrependimentos profundos se transformam em archdemons, corrompendo tudo ao redor. Cabe a Homura Hime, a exorcista mais forte, eliminar essas ameaças.
Mas e se a "ameaça" não for tão monstruosa assim?
Essa é a grande virada do jogo. Sem entrar em spoilers, os primeiros chefes não são vilões caricatos. Um deles é simplesmente alguém esperando a irmã voltar para casa; outro, um médico solitário tentando fazer amigos . Essa abordagem cria uma moralidade cinzenta que faz você questionar se a protagonista é realmente a "mocinha da história". O jogo utiliza uma estética vibrante e personagens "fofos" para contar uma história repleta de desespero e temas pesados, criando um contraste fascinante que lembra os melhores momentos de jogos como Drakengard .
Vale a Pena? Prós e Contras Iniciais
Com base na versão completa e nas demos, fica claro que Homura Hime é uma estreia mais do que competente. Ele não reinventa a roda, mas pega elementos consagrados e os mistura com identidade própria. Aqui está um resumo do que você pode esperar:
Pontos Positivos:
Combate Viciante: A mescla entre hack and slash e bullet hell é fluida e desafiadora, especialmente contra chefes.
Narrativa Surpreendente: A história vai se aprofundando e se tornando mais sombria do que a estética "anime" deixa transparecer.
Customização: A variedade de disparos e habilidades permite encontrar o próprio estilo de jogo.
Visual Agradável: Os modelos dos personagens são expressivos e os cenários, embora simples em alguns momentos, cumprem bem o papel .
Pontos de Atenção:
Plataforma Truncada: As seções de plataforma não têm a mesma precisão do combate, o que pode gerar pequenas frustrações.
Dificuldade Inconstante: Para jogadores experientes em ação, o jogo pode parecer um pouco fácil no começo, mesmo em dificuldades mais altas, com o parry sendo generoso demais .
Problemas Técnicos Pontuais: Alguns jogadores relataram pequenos bugs de câmera em espaços apertados e texturas de diálogo muito pequenas durante a jogatina .
Veredito das Primeiras Impressões
Homura Hime é uma agradável surpresa. Em um mar de jogos de ação, ele se destaca não apenas pelo combate inspirado e cheio de personalidade, mas por ousar contar uma história que vai além do bem contra o mal. Por um preço mais que acessível (cerca de R$ 100 na cotação atual, ou com descontos de lançamento), ele oferece uma campanha sólida de mais de 10 horas .
Se você é fã de Nier: Automata, Bayonetta ou apenas está procurando um action game com uma história que realmente vale a pena ser jogada, fique de olho em Homura Hime. A Princesa das Chamas pode não ser perfeita, mas ela certamente acende uma chama de esperança para os fãs do gênero.










Por Ramon de oliveira honorio



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