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VCS VENDO E EU JOGANDO Ashes of Earth” – A DLC de Stormgate MODO CAMPANHA PRIMEIAS IMPRESSÕES


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Introdução: O Legado e a PromessaStormgate chegou prometendo ser um herdeiro espiritual dos grandes RTS clássicos como Warcraft III e StarCraft II. Seu modo campanha base já estabeleceu um mundo rico, com humanos (a Vanguarda) enfrentando uma ameaça infernal (os Celestiais). Agora, a DLC “Ashes of Earth” (Cinzas da Terra) não é um mero apêndice, mas uma expansão narrativa e mecânica que aprofunda o conflito e coloca os jogadores no coração de uma guerra desesperadora pela sobrevivência. Esta análise mergulha no que essa DLC oferece e se ela cumpre sua promessa.

Narrativa: Desespero e Determinação nas Cinzas“Ashes of Earth” se passa após os eventos catastróficos do final do campanha base. A Terra não é mais o lar que era; agora é um planeta ferido, coberto pelas cicatrizes da guerra inter-dimensional. A DLC é contada majoritariamente pela perspectiva da Vanguarda Resistente, um grupo de sobreviventes humanos que recusou a fuga para os redutos espaciais, optando por lutar pelo que restou de seu mundo.

  • Tons Mais Sombrios: A narrativa abraça um tom mais maduro e desesperado. A questão não é mais evitar a invasão, mas sobreviver a ela. Vemos a luta por recursos, conflitos internos entre facções humanas e a difícil escolha entre ética e sobrevivência.

  • Novos Personagens Carismáticos: Introduzimos novos líderes, como a Coronel Maya Reyes, uma estrategista pragmática e dura, e Kael, um ex-cientista da Vanguarda agora obcecado por usar tecnologia infernal contra seus criadores. Eles trazem perspectivas que enriquecem o lore e criam conflitos morais interessantes.

  • Evolução dos Inimigos: Os Celestiais não são mais uma força invasora genérica. Vemos novas castas e estratégias, e a campanha explora um pouco mais de sua hierarquia e objetivos, elevando-os de "demônios do espaço" para uma ameaça complexa e aterradora.

Jogabilidade: Inovação Dentro da TradiçãoAqui, “Ashes of Earth” brilha. A DLC não se contenta em oferecer apenas novos mapas, mas introduz mecânicas de campanha únicas que transformam a maneira de jogar.

  1. Sistema de “Base Permanente” (The Last Stand): Em uma série de missões-chave, você não começa do zero. Sua base é um assentamento permanente que você expande e fortifica ao longo de várias missões. As estruturas e defesas construídas em uma missão podem persistir, sendo danificadas ou precisando de reparo na seguinte. Isso cria um vínculo emocional e tático único com seu território.

  2. Missões de Sobrevivência Dinâmica: Alguns mapas apresentam um ambiente ativamente hostil. Tempestades de cinzas que reduzem visão e danificam unidades, surtos de fauna mutante ou até mesmo o terreno colapsando forçam o jogador a se adaptar constantemente, indo além do "construir, expandir, atacar".

  3. Escolhas com Consequências: Em pontos narrativos cruciais, o jogador enfrenta escolhas estratégicas (ex.: resgatar um grupo de civis ou garantir um depósito de tecnologia pesada). Essas escolhas não só alteram o diálogo, mas podem desbloquear diferentes unidades heróicas, tecnologias ou até missões laterais em sua campanha, oferecendo alta rejogabilidade.

  4. Novas Unidades e Tecnologias (Vanguarda): A DLC introduz unidades exclusivas da campanha, como o "Reator Móvel" (um SCV avançado que pode implantar uma mini-base de campo) e a "Artilharia Mark-II", uma unidade de suporte de longo alcance com munições especiais. São adições que incentivam novas táticas sem quebrar o equilíbrio do multiplayer.

Design de Missões e AmbientaçãoA Frost Giant Studios demonstra maestria aqui. Os mapas são visualmente diversos, mesmo no cenário pós-apocalíptico: desde as ruínas de megacidades até florestas petrificadas e complexos subterrâneos. A sensação de estar em um world que está sendo ativamente consumido é palpável.

As missões variam bem entre:

  • Defesa e Evacuação: Proteger comboios de refugiados enquanto sua base é atacada.

  • Assalto com Recursos Limitados: Infiltrar-se em uma zona infernal com um exército fixo, dependendo de pontos de controle para reforços.

  • Missões “Boss”: Enfrentar criaturas infernais colossais que exigem táticas específicas, não apenas massa de unidades.

Pontos a Considerar (Possíveis Contras)

  • Dificuldade Inicial: O tom desesperador e as novas mecânicas (como a base permanente sob ameaça constante) podem ser intimidadoras para jogadores mais casuais. A curva é mais íngreme que na campanha base.

  • Foco na Vanguarda: Quem esperava uma campanha jogada pelos Celestiais ou pelos Resistentes (a terceira raça) pode ficar desapontado. O foco narrativo é firmemente nos humanos terrestres.

  • Preço vs. Conteúdo: A extensão (cerca de 8-10 missões principais com ramificações) deve ser avaliada em relação ao preço cobrado. A riqueza narrativa e as mecânicas únicas justificam o investimento para fãs do gênero, mas pode parecer curta para quem consome conteúdo muito rápido.

Veredito Final: Um Novo Padrão para Campanhas RTS?“Ashes of Earth” não é apenas uma DLC; é uma declaração de intenções. Ela mostra que o modo campanha em RTS pode evoluir, oferecendo progressão persistente, escolhas impactantes e uma ambientação profundamente imersiva que vai além do “só mais um tutorial para o multiplayer”.

Ela solidifica Stormgate não apenas como um digno competidor no cenário competitivo, mas como um farol para os amantes de histórias épicas e bem contadas dentro do gênero. Se você anseia pela complexidade narrativa de Warcraft III e pela polish de StarCraft II, mescladas com inovações ousadas, “Ashes of Earth” é uma experiência obrigatória. Ela reacende, com maestria, a chama das grandes campanhas RTS.


Por Ramon de oliveira honorio

Ramon
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