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Posturados em direção ao futuro digitalSony encerra produção de players Blu-ray e deixa mercado de mídia físicaSony encerra produção do leitor Blu-ray UBP-X700/K e amplia saída da mídia física,

há 6 horas
2 min de leitura

 elevando preços e reduzindo opções de leitores 4K!


Créditos: Sony
Créditos: Sony

A Sony interrompeu o envio do dispositivo UBP-X700/K, seu último aparelho de Blu-ray 4K com preço acessível, conforme relatado pelo blog japonês e varejista Sony Kunkoko e repercutido pelo site internacional FlatPanelsHD.

O produto aparece esgotado na loja online da Sony voltada ao Japão, com aviso de que não haverá reposição de estoque. A medida foi registrada neste mês e amplia o recuo da companhia em um segmento que ela própria dominou, afetando desde colecionadores de filmes até o mercado de mídia física como um todo.

A decisão ocorre após o anúncio da PlayStation de encerrar a produção de discos de jogos em 2028, o que já havia sinalizado a direção da empresa e gerou uma onda sem fio de polêmicas (que estão longe de serem resolvidas).

Sem o UBP-X700/K em linha, o consumidor que busca um leitor 4K de entrada passa a depender de revendedores, onde o preço tende a superar em muito o valor original de orçamento. O modelo, citado por vários veículos como uma das melhores opções para o consumidor médio, está esgotado nos principais representantes do mercado internacional.


Por que o PS5 não substitui um leitor dedicado

Quem pensa em usar o PS5 para assistir a filmes em Blu-ray encontra limitações técnicas relevantes. Os consoles da Sony não oferecem suporte a Dolby Vision nem a Dolby Atmos para filmes. Na prática, uma TV QLED ou OLED 4K não entrega o conteúdo em sua melhor qualidade possível quando a reprodução passa pelo console.

Essa limitação estrutural do console reforça a importância dos leitores dedicados, categoria em que o UBP-X700/K se posicionava como opção acessível.

Ainda é possível localizar alguns modelos 4K da Sony em lojas de eletrônicos nos próximos meses (principalmente se for importado, falando do Brasil), mas o efeito colateral da saída de produção é o encarecimento progressivo de quem mantém uma coleção física.

O que explica o encolhimento do mercado de discos

O streaming se consolidou como a forma mais popular de assistir a filmes, mas os reprodutores de Blu-ray atendiam a um público com exigências próprias.

Entre elas está a recusa em depender das taxas de bits do streaming e do risco de um serviço retirar do catálogo um filme 4K favorito a qualquer momento.

Vale lembrar que a Sony vendeu a maior parte de seu negócio de TVs para a TCL, que agora responde integralmente pela fabricação das próximas telas Bravia.


A gigante japonesa também informou à Bloomberg que não participará da CES 2027, a maior vitrine de tecnologia do ano, ressaltando ainda mais o afastamento de produtos físicos.



Panasonic e Magnetar concentram as apostas restantes

Poucas empresas seguem dispostas a lançar novos leitores de disco. Em setembro, a Panasonic apresentou o DMR-4X1010, aparelho que acumula a função de leitor e de sintonizador de transmissão 4K, disponível apenas no Japão.

Já o Magnetar Ultima chega como leitor de disco de referência, voltado a audiófilos com maior poder aquisitivo, custando incríveis US$ 12 mil (~ R$ 60.631,80).

Para finalizar, relembramos que ainda existe mercado para mídia física, e a popularização da tecnologia retrô pode impulsionar no futuro um renascimento dos reprodutores de DVD semelhante ao que ocorreu com o vinil.


Fonte: Gizmodo


Por Jose valmir honorio

Jose
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