Can it run... Doom?Doom é executado em hardware de impressora dos anos 80 e surpreende pela compatibilidadeConfira como um criador conteúdo adaptou um controlador de impressão Agfa Compugraphic 90

Um criador de conteúdo gringo, especializado em tecnologia, conseguiu rodar Doom em um controlador de impressão fabricado há quatro décadas!
O equipamento é uma Agfa Compugraphic 9000PS, um Processador de Imagem Raster (RIP) originalmente projetado para interpretar arquivos PostScript e convertê-los em imagens para chapas de impressão de alta resolução.
A adaptação exigiu a substituição do firmware original, a instalação de uma placa de vídeo compatível com projetos de computação caseira e a adição de saída de áudio.
A arquitetura do hardware de pré-impressão
O equipamento utilizado por Adrian Black, responsável pelo canal Adrian’s Digital Basement, não é nenhum lixo eletrônico (pelo contrário).
A Agfa Compugraphic 9000PS operava como uma ponte entre os arquivos enviados por operadores de pré-impressão e as máquinas de gravação de chapas.
O dispositivo recebia arquivos PostScript independentes de resolução, processava os cálculos vetoriais e os rasterizava para a etapa seguinte da cadeia gráfica.
Por conta dessa exigência computacional, a placa-mãe principal do RIP incorpora um processador Motorola 68020 operando a 16 MHz. A placa controladora de Entrada e Saída (E/S) conectada a ela também possui uma CPU própria, modelo 68000.

Engenharia reversa e substituição do firmware original
O vídeo do YouTube concentrou parte do tempo na análise do projeto do código contido na memória ROM. O Adobe PostScript armazenado originalmente foi removido para dar lugar a um firmware personalizado baseado no código AGFA-MON, disponível publicamente no GitHub.
Esse novo software de monitoramento permitiu a criação de opções de inicialização para diferentes sistemas operacionais. O pacote incluiu um interpretador BASIC, habilitando uma camada mínima de programação diretamente no hardware.

Adaptações físicas para suporte audiovisual
A exibição de gráficos exigiu a instalação da placa de vídeo VERA de 8 bits, componente comum em montagens de computadores artesanais. A utilização dessa placa foi o passo necessário para que a imagem pudesse ser enviada a um monitor externo.
Com pouco mais de uma hora de gravação, o RIP da Agfa passou a mostrar as primeiras demonstrações visuais, sinalizando que tudo estava dando certo (pelo menos no plano conceitual). Sendo assim, Adrian Black iniciou os testes com programas do sistema operacional CP/M e seguiu para o Unix OS (Minix).

Execução do jogo e limitações de desempenho
A versão shareware completa de Doom 1.9 foi executada no ambiente Minix. Adrian destacou no vídeo a natureza incomum do feito, que é rodar o jogo em uma estrutura que operava originalmente a função exclusiva de controlador de impressora.
De toda forma, o processador 68020, conhecido pelos usuários de máquinas antigas, como o Amiga 1200, entregou um desempenho decepcionante ao conseguir rodar Doom.
A taxa de quadros (FPS) baixa, no entanto, não representou a maior dificuldade à experiência. A ausência de suporte a teclados com padrão PS/2, sim, foi uma pedra no sapato, pois impediu o controle eficiente do personagem durante a execução.
Para finalizar, o canal conclui a demonstração reforçando o grande feito (a transformação do equipamento em uma máquina capaz de rodar games), que passou de um hardware obsoleto para uma plataforma retrô de testes, ainda que a versão de Doom ali instalada permaneça longe de ser jogável (assim como o RDR2 do nosso amigo aqui).
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Fonte: Tom’s Hardware
Por Jose valmir honorio



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