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A batalha continuaNintendo removeu do GitHub outros 400 emuladores do SwitchA Nintendo argumenta que os emuladores do Switch só servem para garantir acesso a softwares pirateados.

21 de ago.
2 min de leitura
Créditos: Divulgação/Nintendo
Créditos: Divulgação/Nintendo

Apesar de ter sido bem-sucedida em matar o Yuzu e o Ryujinx, a Nintendo não pode se considerar vitoriosa em sua batalha contra os emuladores do Switch. Prova disso é que, esta semana, a companhia conseguiu derrubar mais de 400 softwares dedicados a essa tarefa que estavam hospedados em depositórios do Github.


Essa não é a primeira vez que a empresa japonesa age dessa forma e, muito provavelmente, também não vai ser a última. Logo após ela tirar o Yuzu do ar, suas equipes jurídicas foram bem-sucedidas em eliminar os links de 8,5 mil cópias do emulador que estavam hospedadas no mesmo site.


Imagem: Divulgação/Nintendo
Imagem: Divulgação/Nintendo

Segundo o TorrentFreak, o software mais afetado pelas ações recentes da Nintendo foi o Suyu. Ele é conhecido como um dos sucessores mais populares do Yuzu que, assim como o antigo programa, também é hospedado em diversos lugares como uma forma de continuar a sua disseminação.


Nintendo vai continuar sua batalha perdida

Além de emuladores que rodam no Windows e em outros sistemas para desktops, a Nintendo também tirou do ar o Skyline, que foi criado para rodar o Switch em dispositivos Android. O MonoNX, bem como outras opções que usam o Yuzu como base, também foram eliminadas do GitHub.


Quem acessa os repositórios afetados se depara com uma mensagem explicando que eles foram alvo de um pedido de derrubada DMCA. Nela, a empresa argumenta que emuladores violam as proteções de segurança de seus consoles, bem como garantem o acesso não permitido a softwares protegidos por lei.


Imagem: Divulgação/Nintendo
Imagem: Divulgação/Nintendo

Para a Nintendo, a distribuição dos programas constitui o “tráfico ilícito de tecnologia”, que foi criada somente para garantir o acesso indevido a suas propriedades intelectuais. Segundo a empresa, o Yuzu e seus sucessores contribuem para “facilitar a pirataria em uma escala colossal”.

Embora a empresa deva continuar realizando ações do tipo, tecnicamente ela já pode considerar como perdida a batalha pela proteção do Switch. A pirataria do aparelho já é bastante difundida há quase uma década, e ela dificilmente vai conseguir evitar que novos emuladores do sistema continuem a surgir no futuro.


Por Ramon de oliveira honorio

Ramon
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